quinta-feira, 23 de agosto de 2012


CONHECENDO AS ERVAS
Açafrão:
Nativo do mediterrâneo e majoritariamente importado da Espanha que, junto com Portugal, é o maior produtor do mundo. É o condimento mais caro do mundo: cada flor dá apenas três estigmas que devem ser colhidos a mão e secos. São necessários 14 mil estigmas para cada 28 gramas de açafrão.

Uso: Paella, risoto, carneiro, sopas de peixe, arroz con pollo.

La kama
Mistura marroquina de temperos com canela, pimento-do-reino preta, gengibre moído, açafrão e noz-moscada.

Poejo
Da família das mentas, o poejo possui sabor refrescante e é aromático como a hortelã. Suas folhas são usadas frescas no cozimento de carnes de sabor forte, como de ovelha, de carneiro, de cabrito e de bode, ou ainda para finalizar e decorar pratos.

Alcaparra
Inglês: Caper Esses botões de flores de um arbusto são oriundas do Mediterrâneo e precisam ser colhidas manualmente. São lavadas  e colocadas em vidros com vinagre de vinho, sal e azeite de oliva. Usos: Molhos clássicos (tártaro, por exemplo), molhos de tomate, cobertura para pizzas e receitas de peixe do leste europeu

Urucum
Inglês: Annato    Natural do Caribe e do México, é muito usado na Europa para coloração de queijos. Não tem sabor acentuado. Também conhecido como anato. Usos: no Brasil, é matéria-prima do colorau, mistura do anato com fubá. Excelente para dar cor a pratos a base de arroz.

Cerefólio
Inglês: Chervil Erva- aromática da família da cenoura, é originária da Rússia. Seu sabor puxa para o anis. Usos: Peixes, ovos, queijos cremosos, mariscos
 cozidos, frangos, molhos à base de manteiga.

Endro
Inglês: dill Tanto suas sementes quanto suas folhas são usadas largamente nas cozinhas escandinava, alemã e leste européia. Usos: pães, guisados, raízes cozidas, peixes, cremes de queijo, omeletes, feijão verde, sopas frias.

Cúrcuma
Inglês:  turmeric Raíz da família do gengibre, de cor amarela, é usada ainda hoje para colorir manteiga e queijos. Usos: sopas, pratos de arroz, molhos 
cremosos, pães, maioneses, frangos. Item fundamental do curry indiano.

Cássia
Inglês: Cássia    Muito confundida com a canela, a cássia é originária da Birmânia. É a casca de um loureiro seca ao sol. Usos: geralmente utilizada em pratos salgados como picles, relishes e carnes recheadas.

Baunilha em fava
Inglês: Vanilla     Originária do sul do México, é a vagem de uma orquídea trepadeira que pode atingir até 30 metros de comprimento. Usos: chocolate, café, pudins, sobremesas de fruta, bolos e biscoitos. Em pequena quantidade, combina com vitela.

Azedinha
Inglês: Garden Sorrel Os antigos gregos e romanos a usavam para ajudar na digestão. É muito popular na França. Usos: pode ser utilizada como vegetal (parece um maço de rúcula) ou erva. É excelente transformada em purê que acompanha peixe cozido ou ovos. Também vai bem nas saladas, omeletes, vitela, porco e peixes gordos. .

Alho poró
Inglês: Leek Adapta-se melhor ao clima frio. Para seu uso, arranca-se a planta nova com raiz. Usos: ótimo em receitas de molhos gratinados, em omeletes, suflês.

Alecrim
Inglês: Rosemary Usado desde 500 d.c., é originário do Mediterrâneo, nasce em solos ricos em cálcio e clima seco. Usos: Excelente com carneiro, marinados, peixes, frutos-do-mar, vitela, boi e aves de caça.

Ajowan
nglês: Ajowan Nativo do Sul da Índia, o Ajowan tem forte sabor de tomilho, porém um pouco mais picante e amargo. Uso: na Índia, as sementes são usadas para melhorar a digestão, acalmar asma, em receitas com feijões e lentilhas, no pão naan e em biscoitos.

domingo, 12 de agosto de 2012


Carne de avestruz é saborosa como picanha e saudável como peixe




Imagine uma carne vermelha saborosa, semelhante ao filé mignon, mas com os mesmos benefícios de um peixe, por exemplo. É exatamente isso o que oferece uma receita com avestruz - uma ave originária da África e excelente opção para quem se preocupa com uma alimentação mais saudável.


Apesar da cor, definida pelo alto teor de hemoglobina (e, portanto, de ferro), esse alimento que ainda é considerado exótico possui as características das carnes brancas. A  carne de avestruz possui 20% menos calorias, além de teor reduzido de gorduras, em relação às carnes de boi. "Um filé de 100 gramas de avestruz, por exemplo, tem 2,2 gramas de gordura saturada (a mais prejudicial à saúde e associada às doenças cardiovasculares), enquanto 100 gramas de coxão mole, sem gordura aparente, tem 4 gramas, e um bife de picanha, 6 gramas

A pouca quantidade de camada gordurosa e de colágeno também a deixam macia e mais fácil de ser digerida. Hoje, um corte de avestruz é comparado aos cortes nobres de carne bovina e pode custar ao consumidor final, de acordo com o valor cotado pela reportagem em uma grande rede de supermercado, R$ 26,37, o quilo.

Sabor e qualidade a serem explorados
A criação de avestruz no Brasil teve início em meados dos anos 90. A partir de 2001, a ave começou a ser comercializada para abate. Corridos quase 15 anos de sua implantação no país, os números de consumo ainda são tímidos. "A comercialização da carne de avestruz não chega a registrar um dígito percentual no mercado de carnes do país. Na Alemanha, maior consumidora da Europa, a carne da ave também chega a no máximo 4% de todas as carnes comercializadas. Isso demonstra o potencial do mercado nacional

Mas as pesquisas apontando as vantagens da carne de avestruz têm motivado o crescimento dessas estatísticas. "No Brasil, segundo levantamento feito em 2008, estima-se que existam cerca de 1900 estabelecimentos (a maioria bares e restaurantes), comercializando refeições com a ave",
Sem contar os festivais eventuais que aumentam as chances dos consumidores de experimentar o avestruz e aguçar o paladar.

Segredos na hora de preparar o avestruz
Se do ponto de vista nutricional, a pouca gordura e o alto teor de ferro da carne de avestruz são vantagens, na cozinha, essas características exigem cuidados extras. A carne "deve ser servida preferencialmente mal passada. Caso contrário, torna-se rija e o alto teor de ferro sobressai, conferindo ao alimento um sabor parecido com o de bife de fígado".

Esses  mesmos cuidados, devem ser tomados por quem pretende preparar a carne em casa. Trate-a como um corte de filé  mignon, fazendo uso dos mesmos temperos da carne bovina, atentando apenas para uma cocção mais rápida.


Curiosidades sobre a ave
De olhos esbugalhados e jeitão meio esquisito, essa ave originária da África chama a atenção pelo porte. Com mais de dois metros de altura e pesando até 150 quilos, o avestruz tem penas, mas não voa. A fama de curioso o persegue, e ao sentir-se ameaçado, dizem, enfia a cabeça em um buraco, refugiando-se na falsa impressão de que o mundo sumiu (invejável ingenuidade!). Soma-se a isso tudo seu apetite para qualquer coisa que lhe pareça minimamente comestível, o que justifica a expressão "estômago de avestruz" para as pessoas gulosas. Mesmo com todo esse tamanho, tentando escapar por um buraco ou não, o bicho vai para a panela, e a nossa saúde agradece.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

creme de espinafre

Ingredientes
 •1 maço de espinafre
 •Sal e pimenta do reino à gosto
 •2 colheres (sopa) de margarina
 •2 colheres (sopa) de farinha de trigo
 •1 xícara (chá) de leite
 •3 colheres (sopa) de queijo ralado

Ingredientes
 •Limpe e lave bem o espínafre.
 •Escorra-o e coloque-o numa panela levemente molhada, tampe e leve ao fogo
baixo com um pouco de sal.
 •Quando estiver cozido, escorra-o novamente e pique bem até reduzi-lo a um
purê.
 •Coloque a margarina numa panela e aqueça em fogo forte.
 •Junte o espinafre e a farinha de trigo e mexa bem.
 •Acrescente o leite e tempere com sal e pimenta do reino.
 •Misture bem, acrescente o queijo ralado e deixe no fogo por mais alguns

minutos.
 •Sirva como acompanhamento para carne assada, junto com arroz branco, ou
também para peixes, neste caso sirva junto com batatas pequenas, cozidas e passadas na manteiga.
Bom apetite!

Fonte: http://www.comidaereceitas.com.br/molhos-e-cremes/creme-de-
espinafre.html#ixzz22WwiTCpc

domingo, 29 de julho de 2012

COMO ARMAZENAR BATATAS


COMO ARMAZENAR BATATAS


A batata é mais exigente que a maioria dos outros vegetais na forma como eles são armazenados. Se não tiver cuidado, elas podem brotar, adoçar ou murchar e depois você não vai querer comê-las. Tal como com todas as frutas e legumes, você tem que seguir os procedimentos corretos, uma vez que foram removidas do seu ambiente natural.


INSTRUÇÕES


Evite lavar as batatas antes de guardar


Coloque as batatas em papel pardo, estopa ou saco de plástico com furos.


Armazenar em local fresco, escuro e seco. Um celeiro próprio para raizes, se você tiver um, é a melhor opção de armazenamento


Certifique-se que a temperatura na região é de aproximadamente 7 a 10 graus C. Não armazene as batatas na geladeira, ou vão ficar muito doces.


Evite armazenar as batatas com cebolas porque, quando juntas, produzem gases prejudiciais às duas.


Armazene as batatas por um período máximo de dois meses, em fase de amadurecimento. Se estiverem maduras, não armazene por mais de uma semana.


Dicas & Advertências


Batatas brotam em consequencia de sua exposição à luz ou temperaturas elevadas.


Evite congelar batatas cruas.


Batatas doces, embora pareçam similares às outras batatas são realmente muito mais delicadas. Armazene batatas doces por, no máximo, uma semana.


Verifique ocasionalmente e remova aquelas que se tornaram moles ou murchas, bem como aquelas que brotarem.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Penne com molho de camarão ao toque de pimenta rosa


150g de penne
1 colher (sopa) de manteiga
150 ml de creme de leite
Sal a gosto
Pimenta rosa (em grão) a gosto
Queijo ralado a gosto
120 g de camarão médio
1 tomate picado e sem pele

Modo de Preparo:

Cozinhar o penne e deixar separado.Em uma frigideira, leve ao fogo os outros ingredientes do molho (começando manteiga, o tomate picado, camarão rosa, creme de leite, sal). Mexa tudo por cerca de 12 minutos. Depois, jogue o molho pronto por cima do macarrão já cozido e coloque pimenta rosa e queijo ralado a gosto.

*Igor Ulisses é Chef do Josephine Bistrô, restaurante conhecido por receber gente bonita e por ser um ótimo lugar para se comer bem, sem dispensar, é claro, o bem-estar do local.

terça-feira, 24 de julho de 2012

FARINHA


A farinha é um pó desidratado rico em amido, utilizado na alimentação, produto obtido geralmente de cereais moídos, como trigo ou de outras partes vegetais ricas em amido, como a raiz da mandioca.

Denomina-se "integral" se, na sua elaboração, o grão inteiro for moído: a parte interna (endosperma), as cascas (farelo) e o gérmen. Será "refinada" caso sejam retiradas as cascas dos grãos.

Podem existir farinhas de diferente cereais. A mais habitual é a farinha de trigo, elemento imprescindível para a elaboração do pão, macarrão, bolos e mingaus e outros alimentos.

As farinhas de trigo são classificadas, no Brasil, em:
 Farinha Integral - proveniente da moagem do grão de trigo inteiro é utilizada no preparo de pães integrais, com alto teor de fibras.
 Farinha Especial - apresenta uma quantidade de glúten (proteínas do trigo) que a torna ideal para ser utilizada no preparo dos diversos pães que conhecemos;
 Semolina - apresenta um teor de glúten superior, sendo destinada ao preparo de macarrão e outras massas.
 Farinha Comum - apresenta um teor de glúten menor, sendo utilizada no preparo de bolos, doces, pães e outros alimentos.
A mandioca é uma raiz com alto valor energético (cada 100 gramas possui 150 calorias).
Possui sais minerais (cálcio, ferro e fósforo) e vitaminas do Complexo B.
Possui uma casca fina na cor marron, sendo que a parte interna é branca.
De janeiro a julho ocorre o período de safra da mandioca.
A mandioca é a base da alimentação de muitas tribos de índios do Brasil..
De acordo com a região do Brasil ela possui nomes diferentes: macaxeira, aipim, castelinha, macamba etc.
A mandioca-brava é uma espécie venenosa e não pode ser consumida sem a retirada do veneno.
A farinha de mandioca é muito utilizada na culinária brasileira. A tapioca, alimento de origem indígena, é produzida com a farinha de mandioca.
O polvillho também é produzido a partir da mandioca.
A lenda da mandioca é um exemplo do folclore dos índios tupis. Ela explica a origem desta raiz que é um dos principais alimentos dos povos indígenas brasileiros.

A LENDA

De acordo com a lenda, uma índia tupi deu a luz a uma indiazinha e a chamou de Mani. A menina era linda e tinha a pele bem branca. Vivia feliz brincando pela tribo. Toda tribo amava muito Mani, pois ela sempre transmitia muita felicidade por onde passava.
Porém, um dia Mani ficou doente e toda tribo ficou preocupada e triste. O pajé foi chamado e fez vários rituais de cura e rezas para salvar a querida indiazinha. Porém, nada adiantou e a menina morreu.
Os pais de Mani resolveram enterrar o corpo da menina dentro da própria oca, pois esta era a tradição e o costume cultural do povo indígena tupi. Os pais regaram o local, onde a menina tinha sido enterrada, com água e muitas lágrimas.
Depois de alguns dias da morte de Mani, nasceu dentro da oca uma planta cuja raiz era marrom por fora e bem branquinha por dentro (da cor de Mani). Em homenagem a filha, a mãe deu o nome de Maniva à planta.
Os índios passaram a usar a raiz da nova planta para fazer farinha e uma bebida (cauim). Ela ganhou o nome de mandioca, ou seja, uma junção de Mani (nome da indiazinha morta) e oca (habitação indígena).

Curiosidade:
- No Brasil, a mandioca possui vários nomes (variam de região para região), como, por exemplo, aipim, macaxeira, maniva, castelinha, mandioca-mansa, entre outros.

 

terça-feira, 17 de julho de 2012

SAL,UM PERSONAGEM HISTORICO


Ele protagonizou diversos episódios e costumes do passado*. Na linha do tempo, acompanhe como foi o seu uso pela humanidade desde a antiguidade até os dias de hoje
Grande conservante
Essa propriedade do cloreto de sódio é conhecida há séculos. Os egípcios já o empregavam no processo de mumificação de pessoas não tão nobres.

Elo com o desejo
Na Antiguidade, o sal era associado à fertilidade e ao desejo sexual. Sacerdotes do Egito se abstinham do ingrediente para controlar a libido.

Marco oriental
O registro escrito mais antigo sobre a produção e o comércio de sal na China data de 800 a.C. e menciona a realização dessas atividades mil anos antes.

Os sábios notavam
Um livro chinês do século 1 d.C. já advertia que abusar do consumo do tempero elevaria a pressão arterial e favoreceria ataques cardíacos.

Pagamento
Os romanos estenderam o direito de acesso ao sal aos plebeus e os soldados passaram a ser remunerados com sacas do produto. Daí vem o termo salário.

Receita antiga
Foram também os romanos que passaram a salgar as verduras para tirar seu gosto ácido ou amargo. Nascem, então, a definição e o conceito de salada.

Símbolo de amizade
O ingrediente esteve atrelado durante séculos aos ideais de lealdade e respeito. Na era medieval, se cultivava o hábito de levar pão e sal ao fazer uma visita.

O bacalhau ganha o mundo
Algumas fontes colocam os bascos como precursores do comércio do mais famoso pescado salgado. Existem registros dessa atividade desde o ano 1000 d.C.

A vez do charque
A expansão da colonização no Nordeste brasileiro e a proliferação de estâncias de gado, no século 18, disseminaram a cultura do charque, a carne seca e salgada.

Sal para todos
Em 1710, proprietários de terra de Minas e São Paulo se rebelaram contra o monopólio do comércio do produto pelos portugueses e deram início à Revolta do Sal.

Até tu, Gandhi
Em 1930, o líder indiano Mahatma Gandhi (1869-1948) liderou a Marcha do Sal, caminhada que condenava a exclusividade sobre o cloreto de sódio para os ingleses.

De corpo fechado
O sal grosso é utilizado em rituais de cultos e religiões de origem africana por apresentar, segundo essas crenças, um poder de purificar e proteger o corpo e o ambiente.

Mil e uma utilidades
O cloreto de sódio tem cerca de 14 mil empregos na indústria. Além de alimentos, ele entra na receita de fórmulas farmacêuticas, fertilizantes, tinturas…

E ele foi pra geladeira
O sal só foi desbancado como elemento exclusivo de conserva de carnes e peixes depois que os congeladores se popularizaram, no início do século 20.


* A maior parte dos dados foi extraída do livro Sal, uma história do mundo, de Mark Kurlansky, Editora Senac